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CARPE DIEM
Gritei por socorro, mas todos taparam os ouvidos. Clamei por ajuda, mas todos viraram a cara e me deixaram falando sozinha. Sussurrei em cada ouvido o que estava sentido, mas simplesmente falaram que passava [...]
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Por favor, tenta se lembrar. Tenta lembrar dos nossos momentos bons. Dos momentos que sorrimos juntos e quando eu enxuguei tuas lágrimas. Não desiste de mim. Não desiste de amar essa pessoa que gosta tanto de você e que é tão difícil de ser entendida. Tenta pelo menos. Tenta ficar mais um pouco, aqui, do meu lado, me confortando e dizendo “Eu te amo”. Tenta ser sincero e acreditar nas vezes que eu disse que te amava. Eu realmente amava, nunca deixei de te amar. Mas agora é diferente. Eu não sei mais se é amor, ou amizade; carinho ou gratidão. Só sei que às vezes choro por isso. Ou dou meu maior sorriso. Você ainda se lembra dos nossos momentos bons? Quando cantamos na chuva ou quando andamos de bicicleta nas tardes de outono? Eu me lembro muito bem. Me lembro dos momento em que você ria de mim, por eu ter medo de filmes de terror. Como era boa aquela época. Eu lembro quando nós brincávamos de ser Romeu e Julieta. Talvez eu tenha sido a Julieta mais feliz desse mundo. E tu Romeu, o que tens a me dizer? Ainda sente falta? Poderíamos voltar naquela época. Não me lembro de ter chorado tanto quanto choro hoje. Hoje, as lágrimas são praticamente frequentes. Um dia sim. Outro dia talvez. Outro dia não. É fácil eu me emocionar com coisas bobas. Mas será que eu me emocionei com coisas tão bobas assim quando nós estávamos juntos? Onde está você agora? Fugindo de mim? Dizendo que ama a outra? Volta, por favor. Não vai embora sem ao menos dizer um Adeus. Fica. Ou não vai. Ou não volta. Não quero que você permaneça apenas alguns dias na minha vida. Se vier, fique. E se não for pra ficar, nem venha.



“Eu sou assim. Talvez eu seja a pessoa mais complicada e difícil de decifrar, ou talvez seja o próprio livro aberto, o qual você pode ficar à vontade para ler. Nunca sou a mesma. Parece que eu necessito mudar de vem em quando- ou quem sabe de vez em nunca? Tem dias que poderia-se dizer que sou até amável. Mas tem dias que eu estou contra tudo e contra todos. Tem dias que eu esbanjo sorrisos. Mas tem dias que o sorriso é só para esconder coisas piores. Ninguém me conhece direito. Acham que eu não sofro- maluco isso, não é? Alguns já me disseram que nem coração eu tenho. Mas eu sinto alguma coisa batendo dentro de mim. Não sei se é como o seu coração, ou talvez seja extremamente idêntico, só sei que eu também sinto. Às vezes sinto raiva. Outra vez é amor. De vez em nunca é alegria. Com que frequência, o medo. Mas parece que sou meio confusa. Parece que tem uma bagunça aqui dentro- no meu coração, na minha casa, na minha vida. Vamos com calma: eu ainda estou tentando por os sentimentos em ordem. Você me ajuda? Prazer, essa sou eu.”



Ah, mas eu quero tantas coisas. Podemos começar com amores verdadeiros. Com pessoas que não traiam, nem mintam. Também quero sorrisos sinceros e abraços carinhosos. Quero um amor que eu possa confiar, e que o “Eu te amo” soe de verdade. Queria tanto amigos realistas, verdadeiros, amáveis. Que não tenham vergonha de mim e que eu possa confiar nos piores momentos da minha vida. Pessoas que não entrem hoje, e vão embora amanhã. Que permaneçam e tenham palavras de conforto quando eu chorar. Ah! Também não quero lágrimas. Odeio essa nostalgia que às vezes abate sobre mim. Parece que eu quero morrer. Sei que é meio impossível, mas eu queria pessoas eternas, ou que pelo menos, eu fosse embora antes do que elas. Porque, eu não suportaria sofrer mais do que eu já sofro hoje. Acho que minha cota ‘coração-machucado’ já acabou. Não quero mais meu coração assim. Ele mexe com tudo, é um verdadeiro encrenqueiro. Queria tanto acordar, olhar pro lado, e ver a pessoa que eu sempre sonhei, ali: do meu ladinho. Queria não sentir mais saudade, porque o que passou passou, e o que foi verdadeiro voltou



Eu realmente queria estar bem. Poder sentir o que todo mundo sente. Espantar essa nostalgia. Eliminar essa frieza que vai chegando aos poucos. Tirar esse sorriso fingido do meu rosto, e poder gritar para todo o mundo “É, eu não estou bem”. Ou apenas sussurrar para aqueles que realmente se importam. Ou quem sabe, parar de chorar e buscar os verdadeiros motivos da felicidade. Mas eu tenho medo que ninguém me escute, que ninguém me entenda, mas todos saibam julgar. Talvez me julguem de louca, ou me rotulem de ingênua e imatura, mas eu queria que alguém pelo menos viesse aqui comigo e dissesse bem baixinho, para ninguém mais escutar: “Ei, eu to com você”. Ah, eu queria tanto alguém comigo. Que eu pudesse confiar e contar os meus maiores segredos. Que eu pudesse dizer “Eu te amo” de uma maneira sincera, sem ficar aí, usando essa frase, como se ela não tivesse significado algum. Tantos são aqueles que brincam com sentimentos. Com os meus, com os seus, com os de todo mundo. O problema - se isso é um problema- é que nós deixamos essas pessoas entrarem na nossa vida, e nós acabamos nos apegando a elas; e depois só lembramos do momento em que elas nos dizem Adeus. Mas e todos aqueles momentos bons? Onde foram parar? Na lata do lixo? No esconderijo mais secreto do seu coração? Me desculpe, se eu não me dou bem com as palavras, mas eu só vou te dar uma dica: se você realmente confia em alguém e tem medo de perder essa pessoa, não hesite em dizer que a ama. Você nunca pode ter medo de demonstrar seus sentimentos. Uma hora, vem alguém mais esperto que você, e acaba dizendo tudo que um dia você queria dizer.



E às vezes amor é isso: querer tirar a dor da pessoa, só para não ver ela chorar.